14/08/2022 +55 (92) 98403-5522

COSMOVISÃO CRISTÃ Jornalista Pr. Benjamin Souza

Olhar Especial

O tempo de jejuar e orar é agora! Artigo do Jornalista e Pastor Benjamin Souza

Por Portal do Dan 26/05/2022 às 13:03:17
Pixabay

Pixabay

O mundo não tem falta de oração; nem de jejum. Aliás, são artigos que existem de sobra nos quatro cantos da terra. Quase todas as religiões ensinam e praticam jejum e oração, e alguns os praticam com mais rigor e constância que os próprios cristãos. Os muçulmanos oram cinco vezes ao dia, e há inúmeros cristãos que não oram uma vez sequer. Os budistas jejuam mais que os cristãos. E o jejum, agora, ultrapassou a barreira dos templos e livros religiosos, entrando definitivamente nos consultórios de médicos e palestrantes de autoajuda como artigo de saúde física e mental. Mas o mundo vai de mal a pior. Por quê?

Bem, voltemos um pouco no tempo. Os fariseus eram notórios pelo modo como tratavam os aspectos devocionais da Lei, especialmente o que dizia respeito a jejuns e orações. Tudo era feito com pompa, para que todos pudessem ver e aplaudir. Eles, inclusive, reclamaram publicamente que os discípulos de Jesus não jejuavam. Era uma dura crítica, cujo cerne não somente desafiava o Mestre, mas também colocava em dúvida a seriedade de Seu ministério e o treinamento daqueles homens rudes que com Ele andavam.

Jesus, então, responde com outra pergunta e acrescenta uma afirmação: "Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar" (Mt 9.15).

A pergunta sugere que nem todo tempo é tempo de jejuar. Não é prática comum jejuar em tempos de alegria e de bonança. A afirmação de Jesus, por outro lado, traduz o desafio de que o jejum, quando necessário, deve ser levado a sério, jamais deve ser ignorado ou objeto de descuido.

Jesus jejuava e orava

É bom lembrar que jejum e oração são práticas espirituais que andam juntas. No ministério de Jesus, eram tão intrinsecamente ligadas que ensejariam, no mínimo, uma questão: Se Jesus, o Filho de Deus, jejuava e orava, então que atenção devemos dar a essas práticas?

Antes de começar o Seu ministério, Jesus foi "levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo Diabo" (Mt 4.1-11). Em razão dessa batalha, Ele passou quarenta dias em jejum e oração. Outros servos de Deus, em meio a grandes lutas, também se detiveram nessas práticas sacrificiais em busca de vitória (Moisés: Ex 34.28; Davi: 2Sm 12.16 etc.).

Nós também devemos

O fato é: Sendo Jesus o Senhor, Ele precisava jejuar e orar; assim também, todos nós, seus servos e servas, precisamos e devemos jejuar e orar.

A ação de jejuar e orar demonstra nossa humildade e a dependência de Deus, em reconhecimento da pequenez e insignificância e fraqueza diante do mundo espiritual que nos cerca, e nos fortalece o espírito para obter vitória contra a tentação, poder sobre os demônios, desenvolver a fé, mortificar a incredulidade e ajudar na perseverança vitoriosa (Mt 17.14-21).

O sábio Salomão descreveu a "lei do tempo", dizendo que "há tempo para todo propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer... tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria... tempo de estar calado e tempo de falar", entre outros (Ec 3.1-8). Porém, ele nada disse quanto ao tempo de jejuar e orar.

Qual seria a razão disso?

O apóstolo Paulo ensina: "Orando em todo o tempo"; e também: "Orai sem cessar". Jesus contou uma parábola sobre "o dever de orar sempre e nunca esmorecer". Ou seja, devemos orar em todo o tempo disponível, pois todo tempo é tempo de orar.

Oração é o que se pode chamar de ministério de todos os santos: crianças, adolescentes, jovens, senhores e senhoras, todos são chamados a orar sempre até que a vitória se estabeleça.

Jejum é abstenção de alimento, mas o sentido espiritual é afligir e humilhar a alma diante de Deus (Sl 35.13), crucificar os apetites carnais, evidenciar o controle sobre seus desejos, a fim de dedicar-se integralmente a Deus. A associação de jejum e oração pode ainda mais em seus efeitos!

Devemos orar e jejuar para estarmos aptos a fazer a vontade de Deus, não para Deus fazer a nossa vontade. Se Deus não quiser, não há oração e jejum que possam movê-lo. Essa é uma verdade central da soberania de Deus sobre a vida e a História. Se há quem pense que pode barganhar com Deus em jejuar ou manipular Deus ao orar, este ainda não aprendeu como convém jejuar e orar.

O que é jejuar e orar?

Jejuar é mais do que deixar de comer, pois o que faz o jejum agradável a Deus é o nosso despojamento pessoal, é lutar contra as injustiças, libertar os cativos e ajudar ao pobre e necessitado (Is 58.6-10).

Orar é mais do que apresentar uma lista de pedidos; é a síntese de um relacionamento efetivo que desemboca em "peticionar segundo a vontade expressa de Deus", em demonstrar vívido interesse pelo que Deus se interessa. Por isso oramos: "Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu".

O grande desafio

Desse modo, sabendo que o "Noivo", o Cristo, se foi, mas está para retornar para instaurar o Seu reino eterno, se quisermos ser igualmente vitoriosos e aptos a reinar com Ele, agora precisamos tomar a decisão de jejuar e orar. Isso não é uma opção, é uma necessidade, não de Deus, mas nossa; e deve ser do nosso interesse, assim como é de Deus.

O mundo vai de mal a pior, mesmo com abundância de jejuns e orações, porque as pessoas estão se especializando em buscar os seus próprios interesses egoístas de querer ter e valer mais diante dos homens, e acabam se tornando menos diante de Deus.

Humilhemo-nos diante de Deus, oremos e jejuemos pelo Brasil, pela integridade das famílias, pela honestidade dos governantes, pela atividade econômica e sustento de todos; e especialmente, clamemos a Deus para que a luz da Sua Palavra rompa como a alva em nossa nação, instruindo-nos para que haja cura aos doentes de corpo e alma, salvação dos perdidos, e também justiça e paz para todos.

Supliquemos também o favor de Deus para que a glória do Senhor seja a nossa retaguarda e que avancemos pelo Evangelho do reino em demonstração de Espírito e poder, de modo que a nossa vitória seja a todos manifesta e o nome bendito do Senhor Jesus seja glorificado. Amém!


Pr. Benjamin de Souza

São Luís (MA), 26/05/22

Comentários